Só mais uma Borboleta – Adriana Santiago

Como dizia Mário Quintana, um dos meus poetas favoritos:

“Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
– para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.”

Às vezes, é mesmo uma questão de respirar. Começa com uma coisa dançando desordenada dentro de nós e que aos poucos vai aumentando o ritmo e começa a bater em nossas paredes procurando uma janela para se libertar e nos libertar também.

E acontece de à noite, depois das luzes apagadas, sairmos da cama 😴😴😴 para anotar uma dessas coisas insistentes e nos lembrarmos de que no dia seguinte temos contas a acertar, mas se for demasiadamente insistente, temos que nos render e fazer sua vontade, não importa que horas sejam😵😵😵.

É mais ou menos isso (no escuro, sem as lentes de contato fica difícil digitar, mas o importante é não deixar passar rsrsrs 😛😜😝 ):

 

E deu nisso aqui: 👇👇👇👇

 

Ela bate as asas e voa

Pra lá e pra cá

E gira em torno de si mesma

E avança em direção ao horizonte

Mas recua amedrontada

Às vezes, a liberdade de poder sentir

Tantas cores e perfumes

A deixam tonta e frágil

E fica tudo misturado

O azul e o amarelo

O manacá e o almiscarado

E ela se perde no imenso da floração

Refugiando-se, então

No seu conhecido rincão

Tentando acalmar em vão

A emoção

Ela é só mais uma

Entre outras tantas borboletas

Que ainda não se acostumaram

Com a vida fora do casulo

Mas dia desses, não demora

Bate as asas a voar

Sem hora pra voltar.

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